E A SEGURANÇA DO CIDADÃO,PAGADOR DE IMPOSTOS, ONDE ESTÁ?

E A SEGURANÇA DO CIDADÃO,PAGADOR DE IMPOSTOS, ONDE ESTÁ?
Pagando para ser protegido e tendo que enfrentar os bandidos!

domingo, 27 de maio de 2012

"RESUMÃO" : ASSIM FOI A SEMANA




POLICIAIS SE MATA E MATAM PAI INOCENTE EM ÁGUAS CLARAS.



Na tarde deste sábado (26) um policial militar do DF e um policial civil de Cristalina (GO), participavam de um encontro de motociclistas que geralmente costuma ser todo fim de semana, na Área de Desenvolvimento Econômico, em Águas Claras, quando de repente houve uma discussão entre eles seguida de tiros.
A discussão teria sido causada por alteração do som do carro do policial. Cerca de 200 pessoas presenciaram o momento quando o policial civil pediu para que o outro abaixasse o som, revoltado o policial afirmou que não iria abaixar e assim começaram os disparos.




Domingo, 27 de maio/12

BEBÊ ENCONTRADO EM SACO PLÁSTICO NÃO RESISTE
 Outro bebê foi encontrado nas ruas do Distrito Federal. Entre janeiro e abril, seis recém-nascidos foram localizados após serem abandonados. Três deles não resistiram ao frio ou morreram asfixiados dentro de sacos plásticos ou bolsas. Desta vez, um funcionário de limpeza da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) encontrou, ontem de manhã, o corpo da criança, que estava envolto em um vestido branco todo manchado de sangue e em um saco plástico. O crime ocorreu na QNL 14, próximo à estação do metrô em Taguatinga.
A Polícia Civil foi acionada, por volta das 6h,  após um funcionário responsável pela limpeza do Metrô encontrar o saco, que estava próximo a um poste de iluminação. O rapaz estranhou o peso e um leve movimento, além de gemidos baixos. Ele contou à polícia que pensou que havia algum animal morto dentro do saco, mas quando o abriu, percebeu que se tratava de um bebê do sexo masculino e com o cordão umbilical em torno do pescoço.
Socorristas do Corpo de Bombeiros chegaram a se deslocar para o local, mas, quando chegaram, o bebê já estava morto. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) foram acionados para fazer a perícia. Além do corpo, foram recolhidos para serem periciados o vestido, que estava encharcado de sangue, e o saco plástico.
Investigadores da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) já começaram as apurações para tentar identificar quem abandonou o bebê. Pessoas que passavam pelo local, além do funcionário do Metrô que o encontrou, deverão prestar depoimento no decorrer da próxima semana.
Pessoas que moram próximas do local também poderão ser ouvidas pelos policiais caso tenham presenciado o momento em que o saco foi deixado. Imagens feitas por câmeras de circuito interno que tenham registrado a movimentação nas proximidades da estação do metrô também poderão ser usadas para tentar identificar quem abandonou o bebê.

Em Taguatinga


O caso mais recente de um bebê abandonado ocorreu no último dia 5, em uma praça de Taguatinga Sul. A criança, do sexo masculino, que aparentava ter nascido prematura, foi abandonada dentro de uma sacola de papel, usando apenas uma fralda.  Ela chegou a internada no Hospital Regional de Samambaia (HSAM). Depois de liberada, a criança ficou sob a guarda do Conselho Tutelar.
Dois dias depois, outro bebê, foi encontrado morto dentro de um saco plástico, em frente a um posto de saúde, na EQ 6/8, no Setor Norte de Brazlândia.
De acordo com informações de agentes da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) que investigam o caso, o corpo era de uma menina, que aparentava oito meses de idade.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br



Fim de semana violento novamente no DF;

um total de nove homicídios na capital do

páis.

Destaque para dois ocorridos em Samambaia, onde um homem foi encontrado morto a tiros dentro de um carro e um que também foi morto com um tiro na cabeça, durante uma festa GLS.

E na manhã dessa segunda-feira houve um capotamento de veículo na BR 060 ainda sem informações precisas quanto a gravidade.

BR 060 que aliás, continua perigosa apesar de tantas advertências e matérias que já mostramos, de que se não forem tomadas providencias quanto a sua sinalização, a situação só tende a piorar .


CRÔNICAS DE UMA CIDADE ASSUSTADA.
Quando a violência atinge ou supera os limites do absurdo.
Marido e mulher, se pegam  na QR 523  com briga de faca e policial atira e mata o rapaz.


                       Quase 20 anos de trabalho para construir uma rede de supermercados, pagando impostos, gerando empregos e renda, cumprindo com obrigações de todo o tipo, aguentando a tal “encheção de saco” diário de fiscais arrogantes e pretensiosos de todos os tipos, inclusive os falsos, prazos vencidos, cheques sem fundos, juros exorbitantes e depois... Um funcionário extremamente competente de confiança e dedicado, assassinado numa situação confusa e mal explicada, envolvendo pessoas que deveriam dar segurança a quem foi diligente no pagamento dos impostos que fazem o salário de quem foi eleito para governar bem, obedecer a lei e a vontade de se desfazer de tudo e ir embora da cidade que tanto ajudou a construir.
                                 Difícil entender? Não; fácil, fácil. É o Estado arrecadador, fiscalizador e punidor, falhando e fracassando mais uma vez. E o que foi pago? Fica pago! E a vida que se foi? Essa não tem volta! E as falhas do estado que não cumpre com seu dever? Bem essas mudanças só virão quando os cidadãos e eleitores que sustentam toda essa estrutura gigantesca e mentirosa e sem nenhuma sutileza no tratar das coisas da vida e do cidadão,  criarem vergonha na cara e aprenderem a eleger pessoas que estão bem próximas dele, com caráter e respeito pelo suado dinheiro fruto do seu trabalho, e aprenderem a cobra o que lhe é devido.










By, Karlão Sam

NA EXPANSÃO DE SAMAMBAIA:
NA VELOCIDADE DOS TIROS, MAIS MORTES PELO VÍCIO DO CRACK.
OU, DOS QUE EU VI CRESCER E MORRER LEVADOS PELO DESCASO SOCIAL E PELAS DROGAS!




E vidas perdidas tão cedo!
Os “pandoleiros”  (pandora+bandoleiros) vão pagar essa fatura de vidas perdidas?
A respeito de crianças  que vi crescer e tentei ajudar.
José Ribamar 20 anos, um filhinho; morreu por dever ao tráfico. Filho de pai e mãe simples e trabalhadores. Morreu nesse domingo, 6 de maio de 2012, crivado de balas, na Expansão de Samambaia.
 Agnaldo, 16 anos: cresceu indo a igreja e a escola com meus filhos. Morto com dois tiros na porta de um mercado após furtar um pacote de cigarros e cervejas.
Júlio Cesar, 16 anos; rejeitado pela família, envolveu-se com o crime, cometeu pequenos furtos e morreu esfaqueado debaixo da rede, ou melhor, “cemitério de Furnas”.
                                Em comum, o fato de ter tido suas trajetórias enquanto crianças e adolescentes, desviadas do que se considera normal, considerando-se um projeto de vida futuro, mutilado por pequenos furtos, o vício em drogas, pais simplórios e sem estudo, e o desprezo e ausência total do estado e seus estatutos que deveriam protegê-los e guarda-los até que se tornassem adultos e produtivos, para a mesma sociedade que os rejeitou.
                               Curiosamente na minha trajetória como líder comunitário e jornalista conheci esses três jovens ainda crianças, frequentando aminha casa, indo a escola e jogando bola e até tomando  uma lanche na calçada com meus filhos. Também ajudei seus pais a tirá-los da delegacia de menores por várias vezes.
                            Não eram bandidos ou criminosos violentos, nem faziam parte de gangs de brigões ou assaltantes perigosos.
Nem tinham sequer, inernet ou tablets, ou notebooks caros para marcarem brigas de gangs juvenis no parque da cidade. Eram mesmo, uns sem oportunidades!
                            Moravam todos por aqui, na minha quadra (sempre digo: uma das mais esquecidas dessa capital federa)
                          O que tinham em comum? Primeiro, a falta de oportunidade por morarem em uma cidade satélite durante muito tempo esquecida pelos senhores deputados distritais, governadores, deputados federais e senadores, que em época de campanha sempre apareceram aqui aos quilos, em seus carrões e com seus “staffs” de “puxa sacos cretinos, observadores, detalhistas e mansinhos, sempre dizendo, sim senhor, o deputado é o cara, o homem, ele vai fazer etc. etc...”, pois todo mundo sempre ouviu e conhece bem esse blá,blá,blá.
                                    Os mesmos que apesar de tantos pedidos, jamais trouxeram para cá, uma escola profissionalizante como a ETB de Águas Claras para a nossa Samambaia, aqui, onde faltam merenda e carteiras escolares, giz e até água potável nas escolas, e onde eu já vi crianças deixando de ir a escola, por estarem com uma sandálias havaianas, cortada pela metade e o aluno sem uma borracha, lápis ou caderno; aqui, onde poucas mães tem condições de prover, 20 reais ou até mais por dia, de passagem e alimentação para seus filhos fazerem um curso na longínqua ETB;  uma segurança real e visível, aqui onde o batalhão de Polícia fica a mais de três quilômetros de distancia, complicado ainda mais pela falta de efetivos, viaturas e tome operação tartaruga, grandes áreas escuras, ensino noturno deficiente, impossibilidade de, e falta de áreas para instalação de empresas que gerem empregos, uma vez que as áreas chamadas de desenvolvimento econômico não geraram nem empregos, nem impostos nem economia nenhuma, servindo apenas como fatores de especulação dos senhores bilionários e “laranjeiros” pandoleiros,(mistura de pandora com bandoleiros), “cuequeiros e meieiros” (nesse caso, dane-se o vernáculo; está criada a palavra!) barões imobiliários, e da especulação que em vários casos conhecidos, usaram seus cargos políticos, para em nome dos tais “laranjas” comprarem essas mesmas áreas e enriquecerem-se cada vez mais, usurpando o direito, por exemplo dos micros e pequenos empreendedores que jamais tiveram acesso a elas exclusivamente por falta de padrinhos e capital de construírem seus pequenos negócios, e, estes sim, gerarem empregos e renda.
                                        Claro e cristalino como água; a morte desses meninos, os três conhecidos entre si e de todos aqui nessas esquecidas paragens, nos ensina a mais grave das lições nesse momento que se vê a falta de políticas sérias de educação, onde um colorido e rocambolesco ministro da educação mais conhecido como o ministro do kit gay, do que por causa séria que tenha feito pela educação de nossas crianças e adolescentes, mostra sua face (ou será cara mesmo; cara de pau!) bem maquiada e produzida, como candidato a um cargo público em São Paulo, com a mesma cara de pau e desenvoltura com que propôs ao país a destinação de recursos públicos para um produto ou projeto, que nada tem a ver com educação e muito mais com escolhas pessoais e familiares de cada brasileiro.
                                         Os senhores senadores os  deputados de lá e de cá, alguns do quais comicamente aparecem na tv dizendo que conseguiram “bilhões para o DF com a presidenta Dilma”, aqui na capital que os colunistas sociais tanto badalam e chama de “ a corte” (alguns deles com contratos milionários com o próprio GDF, que não aplica nem o dinheiro que deve aos conselhos tutelares, que não tem carro, internet, e quiçá, nem sabonete e papel higiênico, e sequer  privacidade para fazer o seu trabalho) os “pandoleiros”, e os agora “cachoeiristas”, alguns  deles em situação cômica de flagrantes com a mão na cumbuca, mas ainda tentando posar de inocentes angelicais, terão que em algum momento ser cobrados quanto a sua vida política, a sua ausência e distancia das nossas cidades durante os quatros anos em que desfrutam do poder conseguidos as custas de suas mentiras e aleivosias, alguns usando a famosa campanha de “uma bandeira só” e repetitiva como a da educação que não funciona e já naufragou dois Planos Nacionais de Educação-PNBE, que consumiu bilhões de reais sem resultados visíveis, mas risíveis, (cadê o senador da educação que foi visto por aqui somente em 2010?),numa cidade como a nossa que só agora está construindo um campi para seus mais de 250.000 habitantes.
                                     Tanto a direita como agora a esquerda que tanto jogou m... no ventilador da direita, essa que agora faz a esquerda experimentar do seu mesmo remédios amargos de greves, protestos e xingamentos nas redes sociais, pedindo impeachment, do governo que prometeu novo caminho, mas esqueceu de trazer uma extensão dele até nós, tem sua culpa exacerbada cada qual em seus ridículos planinhos de governo, que não enxergam a florestas da periferia ou das cidades satélites.
                                    E enquanto nossos jovens morrem como moscas, abatidos pelo tráfico e falta de oportunidade, sem conseguirem inserir-se no tecido social, já roto e gasto por teorias de cada um deles que nada resolveram, eles ficam por aí apenas dizendo: “recebemos uma herança maldita, vocês esvaziaram o cofre, a direita é maléfica, a esquerda é uma quadrilha” e que traduzido para a linguagem popular quer dizer apenas; o povo que se exploda, pois já garantimos o nosso”, lembrando o cômico tão atual e tão presente nas nossas vidas, cheias de “Justos Veríssimos”.
Mas se esquecem de que mais cedo ou mais tarde, essa fatura será cobrada de cada um de nós. Por igual, a cada um de nós!



By, Karlão, Sam





Dos 17,6 milhões de armas leves no Brasil, 57% são ilegais, aponta relatório

Folha.com

O Brasil tem 17,6 milhões de armas leves, 57% dessas ilegais, aponta o relatório elaborado conjuntamente pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais em Genebra (IUHEI, na sigla em francês), a ONG Viva Rio e o Instituto de Estudos da Religião (ISER). Foram consideradas armas leves aquelas que podem ser usadas e transportadas e por uma ou duas pessoas, incluindo as de cano longo.

Divulgado nesta segunda-feira, o relatório "Small Arms in Brazil: Prodution, Trade and Holdings" ("Armas leves no Brasil: Produção, Comércio e Holdings") foi publicado pela entidade Small Arms Survey, ligado ao IUHEI.

O estudo faz uma ampla análise da presença de armas leves no Brasil, a origem, presença e uso, e as diferenças existentes entre os Estados. Em 72% dos casos, as armas leves pertencem a companhias privadas e a indivíduos particulares, embora tenham sido encontradas diferenças geográficas.

Nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília predominam a presença de pistolas. Já nas regiões mais agrárias, como Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as armas mais comuns são revólveres e fuzis.

"As realidades locais e regionais devem ser considerados antes de propor políticas adequadas de controle", especifica o texto.

O relatório assinala que o denominador comum entre os Estados é "o pobre e inadequado registro das armas leves".

Com relação à produção, o relatório lembra que o Brasil é o segundo maior produtor de armas do Ocidente, e constata "que as armas de fogo usadas pelo crime organizado brasileiro são, sobretudo, de produção nacional".

"De fato, a produção de armas leves no Brasil cresceu de forma exponencial na mesma década em que se detectou aumento da violência", especifica o texto.

Atualmente, a produção de armas leves no Brasil representa US$ 100 milhões. As exportações de armas leves, munições e acessórios triplicaram entre 1982 e 2007, gerando US$ 199 milhões.

                                                                    





Caso: Ana Lídia o mistério completa 37 anos.

11SET
Ana Lídia Braga morta em 1973.
No dia 11 de setembro de 1973, uma terça-feira, a menor Ana Lídia Braga foi deixada no colégio Madre Carmen de Salles, na avenida L2  norte quadra 604, pelos pais Álvaro Braga e Heloysa Rossi Braga ás 13h30, sendo no carro também Álvaro Henrique Braga o filho do meio do casal. Logo após isso Álvaro teria sido levado até o Detran e dali seguido até a rodoviária. Seus pais em seguida foram para o DASP, onde trabalhavam.
Segundo o jardineiro Benedito Duarte da cunha, a menina foi levada do colégio pouco depois da saída dos pais por um rapaz desconhecido alto e loiro (embora algumas testemunhas tenham dito ter visto um rapaz num taxi vermelho que se dirigiu no sentido da UNB.) O pai imediatamente comunicou á polícia que começou as buscas, inclusive revistando barracos da Vila Planalto. Lá, um garoto de 5 anos teria dito ter visto uma menina loira acompanhada por um indivíduo alto e claro indo na direção da UNB. Ainda no dia 11, foram encontrados, próximos ao Iatê Clube três cadernos, uma caixa de lapís de cor e uma fransqueira; a boneca de Ana Lídia que foi achada perto do quartel dos Fuzileiros Navais.
Foram feitos alguns pedidos de resgates, o primeiro no valor de 2 milhões de cruzeiros, que foi considerado como trote e outro no valor de 500 mil cruzeiros, que deveriam ser deixados perto da ponte do Bragueto pelo pai da criança. O corpo da menina só foi encontrado no dia 12 de setembro ás 13h no terreno da UNB por um grupo de políciais. Estava numa vala semi-enterrada, com os cabelos grosseiramente cortados. A péricia chegou ao local ás 13h30, e começou o levantamento do terreno. 
Ánalise de um crime barbaro
Ápós a exumação do corpo de Ana Lídia Braga, os peritos constataram que a garota foi violentada enquanto estava viva, morrendo asfixiada por não resistir á pressão sobre o toráx e o rosto contra a terra. Havia ainda sinais de estrangulamento, o que se juntando aos sinais do estrupo constituiu um crime atroz e mosntruoso, sendo que vários médicos psiquiatras construíram o perfil psicológico como um pervetido sexual sádico. Segundo peritos, tal fato teria ocorrido entre 4 e 6 horas da manhã de quarta-feira, 12 de setembro de 1973. O corpo foi encontrado numa vala, com duas camisinhas usadas ao seu lado, onde ainda havia marcas de pneus de moto. 
As falhas de um crime impune
Um crime bárbaro, dois acusados, muitas suspeitas e nenhuma resposta. Entre tantos pontos obscuros sobre o assassinato de Ana Lídia, que completa 36 anos hoje, uma certeza permanece cristalina. Promotores, juízes, desembargadores, policiais e especialistas que acompanharam o processo são unânimes em afirmar que houve falhas na investigação. E o resultado não poderia ser outro: o crime ficará impune.
As investigações da Polícia Civil na época concluíram pela inocência de Álvaro Henrique Braga, irmão de Ana Lídia, e Raimundo Lacerda Duque. O delegado Mário Stuart, chefe da Delegacia de Homicídios, assumiu o caso uma semana após a morte da menina e instaurou o inquérito. Para ele, os dois são inocentes. ‘‘Só tenho uma hipótese para o crime: sexual’’, afirma. Ele diz que não conseguiu provas para apontar o autor.
A tese do delegado é contestada por especialistas em criminalidade. A promotora do Tribunal do Júri de Brasília, Maria José Miranda, entende que uma pessoa sob efeito de drogas pode cometer crimes bárbaros como o que vitimou Ana Lídia. ‘‘Se fosse crime só sexual, os policiais fariam esforço para eximir da culpa os acusados’’, observa. Até a família de Álvaro não deu importância à carta e ao telefonema à polícia pedindo resgate para a devolução da menina.
Maria José atribui às falhas nas investigações a responsabilidade pela não condenação dos acusados. Apesar de não ter lido os autos, a promotora avalia que um dos erros mais graves é que a polícia não juntou ao inquérito o retrato-falado do suspeito, muito parecido com Duque. ‘‘Não precisava ser Sherlock Holmes para saber que um retrato-falado ajuda na resolução de um crime.’’ Ela acredita que se o crime tivesse ocorrido hoje a polícia o desvendaria. 
Sem empenho da família
Na época do crime, a polícia ignorou outras pistas, como o álibi usado pela família de Álvaro para inocentá-lo. A justificativa é de que ele teria ido à rodoviária e ao Detran. As marcas de pneu de moto encontradas ao lado da vala onde estava o corpo de Ana Lídia não foram confrontadas com a Yamaha de Álvaro. Os investigadores não foram às poucas farmácias que existiam no Plano Piloto apurar vendas recentes de camisinha. Na década de 70, a população não tinha o hábito de utilizar o protetor. 
O delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Delegacia de Homicídios e, segundo a promotora, um dos melhores investigadores do país, comentou o crime. Mas fez questão de ressaltar que não tinha acompanhado o processo, apenas leu a cópia do inquérito. ‘‘A impressão que tive é de que não houve vontade da família em desvendar o caso.’’ A forma como a criança deixou a escola chamou a sua atenção. ‘‘Ela não sairia de lá se não fosse com alguém conhecido.’’ Julião analisou o perfil do assassino e afirma que dificilmente ele assumiria um crime tão bárbaro. ‘‘Quando o homicida mata por raiva, é mais fácil conseguir a confissão.’’ Na opinião do delegado, quem matou deveria estar sob o efeito de drogas. 
O caso seria desvendado se na época existisse o exame de DNA. A diretora do Instituto de Pesquisa de DNA Forense da Polícia Civil do DF, Cláudia Regina Mendes, explica que na década de 70 o único exame possível com o esperma recolhido seria para excluir suspeitos.Falhas elementares na investigação, falta de cuidado com a conservação de provas e esquecimentos suspeitos colaboraram para que o criminoso não tenha sido punido. Relatório do agente Francisco Pedro de Araújo, elaborado três anos depois do assassinato, aponta as falhas da polícia: O retrato-falado do criminoso não foi anexado ao processo. 
Um dos métodos clássicos de investigação policial é a divulgação de documento com as principais características físicas de suspeitos de crime. Os dados são coletados por testemunhas. O retrato-falado do suposto assassino é muito parecido com Raimundo Duque, um dos acusados do crime. O delegado Mário Stuart, chefe da Delegacia de Homicídios na época, disse ‘‘não se lembrar’’ por que o retrato não foi anexado ao processo. Não foram feitas diligências em farmácias para tentar descobrir onde os suspeitos teriam comprado camisinha. 
Ao lado do corpo de Ana Lídia, a polícia encontrou duas camisinhas usadas. A promotora Maria José Miranda, do Tribunal do Júri de Brasília, considera uma falha grave não se ter checado onde o produto fora vendido e descobrir quem teria feito a venda. O vendedor poderia ter reconhecido o suposto assassino. Na época, havia poucas farmácias na cidade e camisinhas não eram utilizadas com freqüência. Não foi feito exame grafotécnico, comparando a escrita à mão com a caligrafia dos suspeitos. Os tipos usados na carta de resgate não foram comparados com os das máquinas de escrever da SAB, onde foi encontrada. 
                                                                 

By, Karlão Sam

VEJA O QUADRO ABAIXO:

Se em  2010 estava desse jeito imagine agora que o número de dependentes aumentou grandemente; parece notícia velha, só que agora está bem pior! Onde estão as políticas de tratamento para os dependentes do DF?
Desculpas, desculpas e a grana sendo torrada! E a legião de "zumbis" do crack e outras drogas, só aumentando!
Criem vergonhas senhores governantes e políticos! 
Isto não é ,melodrama! è um tsunami social que está dizimando e matando nossos jovens mais que qualquer guerra!
Acorda povo...


By, Karlão-Sam


MAIS SOBRE DROGAS:

 Drogas X violência



Os dados são assustadores: segundo dados do Ministério da Justiça, no Brasil, a cada 13 minutos uma pessoa é assassinada; 50% dos moradores das capitais evitam sair a noite com medo de assaltos.

 Grande parte desses casos tem envolvimento com o mundo das drogas. O dependente, quase sempre, perde a família, o emprego, os amigos, mas não a droga. Mas, para consegui-la, é preciso conseguir o dinheiro, muito dinheiro, sempre mais dinheiro. E quando o status social do dependente não lhe permite isso, quase de imediato parte para a violência do roubo. Progressivamente começa a ser violento contra aqueles que não aceitam sua situação: sua família, seus amigos, colegas de trabalho e, finalmente, contra si mesmo.
Todavia, a maior e a mais explícita violência é a do tráfico de drogas. Esta tem o poder de dilacerar toda uma sociedade: ela é a responsável pela manutenção dos usuários, como também pelo recrutamento dos futuros criminosos. A violência gerada pelas disputas de pontos de vendas da droga e pelo armamento adquirido para a defesa interna e contra a polícia, são as razões pelas quais podemos afirmar que quem compra drogas é o principal patrocinador da violência.

                    Atualmente, não se sabe mais quem tem o controle da situação de criminalidade nas cidades.
A violência urbana é um fato, ou apenas uma verdade que as pessoas preferem ignorar?
Arma, bala, dinheiro, ameaça, má distribuição de renda, desigualdade, necessidade. Palavras soltas, que juntas formam uma rede complexa de violência e nos fazem refletir sobre criminalidade. Violência urbana: nós não procuramos entender, não procuramos solucionar e não deixamos de criticar. Violência urbana que engloba engravatados e descalços. Violência urbana que não se define.
Não há dúvidas de que a criminalidade é um dos maiores problemas a ser enfrentado pelo nosso país nos últimos anos.
Estima-se que 11% das vítimas da violência mundial pertençam ao Brasil, ou seja, 40.000 pessoas por ano morrem aqui em função da intolerância. Não são apenas vidas. Não se pode encarar essa realidade com demasiado descaso.
A questão que deve ser levada em conta é a causa dessa criminalidade, é o que há por trás daquela arma que te ameaça. Proponho-me a pensar que o fator determinante é a desigualdade, que aumenta cada vez mais com a corrupção dos já citados engravatados, com a má distribuição de renda, com o preconceito já embutido na cabeça dos cidadãos, com o desemprego. Muitos passam fome e lutam pela sobrevivência. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 1% dos brasileiros mais ricos – que corresponde, a 1,7 milhão de pessoas – possuem uma renda equivalente à parcela dos 50% mais pobres (86,5 milhões de pessoas).
O que essa violência causa? Medo, mortos, feridos, mais medo, e raramente prisão. Rompe culturas, atrasa o progresso. Desvia a atenção que poderia ser dada a outras questões fundamentais como a melhoria da educação.
Medidas são tomadas para a erradicação da criminalidade, quando na verdade, não são os fins que devem ser repensados e melhorados, mas sim a base. O que nos resta agora é definir essa base, esse pilar de sustentação e executar os planos que ainda não saíram do papel. Cada cidadão tem parte nisso, seja participando de programas de inclusão do indivíduo à sociedade, seja elegendo séria e corretamente seus representantes. Vivemos na geração da violência, das ameaças, do medo. Vivemos nessa geração na qual tudo o que nos resta é a esperança.

 ENQUANTO ISSO...

UMA REVISTA EM QUE, QUEM MANDAVA ERA UM BICHEIRO! SERÁ QUE ELES VÃO DEPOR NA CPI DO "CACHOEIRÓSTENES? QUE MONTA REPORTAGENS E COMPRA CONSCIÊNCIAS APENAS PENSANDO EM DINHEIRO? SERÃO PUNIDOS? OU FARÃO MAIS UMA VEZ VALER O VALOR DE UM LOBBY SUJO E SÓRDIDO PARA CONTINUAR IMPUNES E ACUSANDO SEM PROVAS, DESTRUINDO VIDAS E COMPACTUANDO COM POLÍTICOS E EMPRESÁRIOS SALAFRÁRIOS! OU VAI SER MAIS UMA GRANDE E INDIGESTA PIZZA, COM MILHÕES GASTOS EM PAPEL,ÁGUA MINERAL FRANCESA, CAFEZINHOS, PASSAGENS DE AVIÃO ETC... ETC...


COMENTÁRIO:
Foi divulgado há cerca de dois meses, que  o Governo Federal liberou quase 10 bilhões de reais do FCDF-Fundo Constitucional do DF.
                                   Será um reforço gigantesco para o funil de despesas quer só aumenta ano após ano , governo após governo no DF. Desta montanha de dinheiro, a metade vai para o setor onde a população mais reclama e menos é bem atendida; a segurança. Serão 4,692 bilhões de Reais.
E para a Saúde, serão destinados 1,769 bilhões de reais enquanto a Educação recebe 2,682 bilhões.
                                  Toda essa fortuna será consumida por uma máquina administrativa lenta e ineficaz, composta de mais de 137.000 funcionários, mais de 57.000 inativos e que ainda vem sendo vítima de sucessivos escândalos e desvios. Só com suas policias, compostas de PMs, Bombeiros e Civil, serão torrados: 617 milhões para os Bombeiros, 1,4 bilhão com PMDF, e 962 milhões com a Policia Civil.
                                 Achou muito? Então se não estiver satisfeito, volte lá em Outubro de 2010 e lembre-se que você amigo contribuinte, ajudou a montar com seu voto, e é claro o ano inteiro com seus impostos, este espetáculo dantesco de gastos!








HISTÓRIA BEM VELHINHA; VEJA UMA DAS MATÉRIAS QUE JÁ PUBLICAMOS SOBRE A BR 060, CAMPEÃ DE ACIDENTES.

Br 060;de novo, um caso velho e  realmente muito sério, com mais um capotamento na manhã dessa segunda-feira, após o fim de semana do Dia das Mães.


                                           Com mais um acidente acontecido na primeira semana de março, a BR-060 voltou a ser motivo de preocupação para os moradores de Samambaia, não só, pelo número, mas pela frequência com que vem acontecendo tais acidentes. E o pior mesmo parece ser o desinteresse do DNIT, e do DER e que teve toda a sua diretoria incluindo o diretor Luiz Tanezini demitidos ele que era o  responsáveis  pela manutenção e ordenamento daquela via, que por ser federal, não pode ser dotada de barreiras eletrônicas e quebras-molas, somente neste ano veio a receber uma nova iluminação, mas que continua com o velho problema do excesso de velocidade, com total falta de conscientização e até mesmo o uso de bebidas alcoólicas pelos motoristas
                                         Mesmo debaixo de tantas reclamações e reportagens em todos os veículos de comunicação da capital federal, nada tem sido feito pelo órgão que demonstre resolver os graves problemas, que apareceram com o adensamento de Samambaia.
Mas vá preparando o bolso, por que já há rumores de que está vindo a todo vapor, o inicio de cobrança de pedágio para esta rodovia.
                                           No ano passado vários acidentes incluindo veículos com cargas perigosas, aconteceram deixando além de vítimas, o trauma e a preocupação com famílias que residem de frente para esta rodovia, uma vez que é grande o número de crianças que a atravessam diariamente, seja brincando, correndo atrás de pipas, quase sem olhar como e onde estão atravessando, seja de pessoas ou até animais, demandando chácaras, ou os córregos que cortam a região, buscando encurtar o caminho até o Recanto das Emas, através da via acessória que passa pela antiga Fazendinha, que, aliás, também já teve dezenas de promessas de ser asfaltada com pompa e circunstancia, por incontáveis vezes, está cheia de lama, poeira e mato.
                                          E como mostra a foto, continua o eterno problema do retorno abaixo desse posto, onde os motoristas têm que se deslocar até o próximo, que fica abaixo da garagem da Viplan e se acaso, estiver com muita pressa e resolver fazer o “gato” a esquerda do posto, corre o risco de perder a vida em um acidente como tantos que já houve ali, ou dar de cara com uma viatura da Polícia Rodoviária Federal que é forçada a dar plantão ali de vez em quando, uma vez que, segundo os responsáveis pelo policiamento da rodovia, cujo posto fica há cerca de quatro quilômetros daquele local, por várias vezes atenderam a   ocorrências naquele trecho, inclusive com óbitos.


                                              







sábado, 26 de maio de 2012

EX-DISTRITAL DA "ORAÇÃO DA PROPINA" É CAÇADO PELA POLÍCIA!

Ex-deputado distrital Júnior Brunelli está foragido da Polícia!



FORAGIDO A PARTIR DE HOJE!
Que sirva de lição a outros que também estão na berlinda das investigações.

Ele não sabia a verdade que estava dizendo: Falhou mesmo e muito, (ele e sua equipe de falsos pastores), quando humilhou e desfez de tantos quantos o ajudaram a se reeleger ou acreditaram nas suas promessa de malandro e mentiroso!


As operações transcorreram na Catedral da Benção, onde funcionava a Associação Monte das Oliveiras, que serviu como entidade que recebia os recursos das emendas fraudulentas do ex-deputado.
                           Em uma grande operação que culminou com apreensão de computadores, documentos e um mandado de prisão  contra o ex-deputado distrital Junior Brunelli, a polícia civil do DF executou hoje desde as 6 horas, uma operação que chegou a procurar também por vários assessores do ex-deputado sendo que um deles conhecido como Pastor Adilson já foi preso.
                          A operação se deu nas dependências da Casa da Benção em Taguatinga Sul, onde funciona também a Associação Monte das Oliveiras, que serviu de respaldo para um esquema que segundo a polícia civil desviou mais de 1 milhão e 700 mil reais dos cofres do GDF, isso sem se considerar as denúncias do Esquema Caixa de Pandora. O passaporte de Júnior Brunelli também foi apreendido e a Interpol será avisada ainda nesta tarde para tentar evitar uma possível fuga para o exterior. Ainda segundo um agente policial, dezenas de outras prisões serão cumpridas,  contra  pessoas ligadas ao esquema.
 


Aqui na foto do Correio Brasiliense, parte da apreensão na casa do ex-deputado Junior Brunelli. Chama a atenção além das jóias certamente caríssimas, o dvd com o título  "Mentiroso"!  
Tudo a ver ou não?



OPINIÃO:
                            
De caráter autoritário e exigente, e que se fazia refletir em todos aqueles que tinham voz de comando em seu grupo, suas ordens eram levadas  ao extremo dentro do grupo e fora dele, e , do qual faziam parte dezenas de  outros pastores, alguns capazes de submissão total e de cumprir qualquer ordem em favor dele, e que rodeavam Brunelli mais parecendo  seguranças, tal a sua arrogância, destratando pessoas em geral, ou qualquer um que ousasse desafiá-lo ou contestá-lo em suas decisões. e alguns deles eram de uma fidelidade mais que "canina".
                  Muitos, alguns ainda em cargos públicos no GDF e na Câmara Legislativa, foram beneficiados de várias formas pelos trabalhos e pela fidelidade para com o ex-deputado distrital.
                Brunelli era considerado com um tirano quanto às exigências de trabalho de todos os que nomeava nos cargos comissionados especialmente no governo Arruda, quando foi reeleito, fazendo pseudo-ações sociais em todas as cidades do DF, facilitando operações de varizes, vasectomia e tratamento dentário, sempre com intenções eleitoreiras, antes das eleições.
             Dizem as más línguas, que o deputado ainda desfruta de algum poder no atual governo, em função de "coisas" que teria como cartas na manga, contra alguns políticos da atual situação, dentro do GDF.


NA MÍDIA;
VEJA O VÍDEO DE HOJE EM;


CORREIO BRAZILIENSE, 25.05.12




O ex-deputado distrital Rubens César Brunelli Júnior, 42 anos, deve se apresentar à polícia a qualquer momento. Ele está sendo procurado pelos investigadores da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) desde às 6h desta sexta-feira (25/5), quando teve início a operação de busca e apreensão. Ao chegarem na residência de Brunelli, na Superquadra Brasília, os policiais encontraram a casa vazia, mas o computador ainda estava ligado. Outras três pessoas já foram presas. Computadores e documentos foram apreendidos. O passaporte de Júnior Brunelli também foi apreendido e a Interpol será avisada ainda nesta tarde para tentar evitar uma possível fuga para o exterior.

Brunelli é suspeito de ter desviado, em 2009, R$ 1,7 milhão de recursos públicos destinados a projetos de uma associação comandada por ele. Segundo a polícia, a instituição não tem estrutura suficiente e o ex-parlamentar teria usado a verba para fins ilícitos. Mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos em vários endereços.

Os mandados de prisão temporária foram autorizados pela Justiça na semana passada e servirão para apurar as suspeitas de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que teriam resultado no desvio de verbas públicas. A denúncia foi encaminhada pela 1ª Promotoria de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 2010, mas só agora o inquérito teve continuidade.

As investigações, conduzidas pela Deco, acusam Brunelli de ter adquirido R$ 1,7 milhão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e Transparência de Renda (Sedest) para realizar quatro projetos sociais voltados a idosos na Associação Monte das Oliveiras (AMO). O dinheiro, no entanto, nunca teria sido utilizado para o fim destinado.

Inspeções realizadas na associação revelaram que o local não possui sequer quadro de funcionários suficiente para a realização de projetos. A AMO está fixada nos fundos de uma igreja comandada pelo ex-parlamentar e seus familiares e, quando a Polícia Civil esteve no local, apenas um empregado ocupava o espaço. Para justificar o uso do dinheiro voltado aos projetos sociais, o ex-deputado teria apresentado notas falsas. Uma delas, no valor de R$ 38,640 mil, teria sido declarada como proveniente de compras de lanches destinados à instituição, em um estabelecimento de Samambaia. Segundo a polícia, a nota apresentada seria falsa, e a verdadeira equivale à quantia de R$ 29,49.

Alguns outros comprovantes também falsos teriam sido apresentados em nome de empresas fantasmas. Brunelli era acompanhado pelos investigadores da Deco há dois meses. Os outros quatro suspeitos de participação nos delitos teriam ajudado o ex-parlamentar nos desvios de verbas e emissão de notas em nome de empresas falsas.

Brunelli é um dos envolvidos no escândalo Caixa de Pandora, deflagrado em 27 de novembro de 2009. Em um dos vídeos, feito por Durval Barbosa, o ex-secretário do governo do DF, ao lado do então presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente pede a Deus pela vida do delator do escândalo. “Somos gratos pela vida do Durval, por ter sido instrumento de bênção para nossas vidas, para nossa cidade”, dizia o ex-deputado na gravação.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

MORRE O CHIMPANZÉ MAIS FAMOSO DO CINEMA


MORRE A CHITA DO TARZAN DOP CINEMA AOS 80 ANOS
Adeus, Chita: Morre com 80 anos o chimpanzé que se celebrizou na sétima arte.
Joana Teles, Facebook.

Quarta, 28 Dezembro 2011 


O mais célebre chimpanzé da sétima arte, Chita, personagem em diversos filmes de Hollywood, entre os quais Tarzan, morreu no passado sábado, aos 80 anos de idade. Vivia numa reserva na Florida, EUA, e atingiu uma longevidade pouco vista em símios. O anúncio da morte de Chita foi feito com pesar, não obstante as memórias de um animal "extrovertido", que "adorava futebol". 
Foi estrela de cinema e tornou-se um animal adorado. O famoso chimpanzé que participou em diversos filmes – como o ‘Homem Macaco’, em 1932, e ‘Tarzan e a Sua Companheira’, dois anos mais tarde – não resistiu ao tempo e morreu na Florida, numa reserva natural onde vivia.
A carismática personagem de Tarzan contava já 80 anos, o que não é comum nos animais da sua espécie. Normalmente, os chimpanzés em cativeiro não vivem mais do que 60 anos, mas Chita, que se tornou eterna, conseguiu ser octogenária.
Segundo o Livro Guinness de Recordes, foi o chimpanzé mais velho do mundo. O normal para a sua espécie é 40 anos, mas em cativeiro há muitos casos de chimpanzés que chegam aos 60 anos. Chita juntou mais duas décadas a este feito.
No passado sábado, devido a uma falência renal, acabou por morrer, deixando saudade sobretudo na sua tratadora, que via em Chita um chimpanzé “divertido, extrovertido e encantador”. Era adepto de futebol e adorava pintar. Outro atributo que preservou até aos últimos dias da sua vida era a capacidade de fazer rir.
Chita contracenou com atores como Johnny Weissmuller e Maureen O'Sullivan, entre as décadas de 30 e 40, e conquistou a fama devido a várias produções de Hollywood. Em 2008, foi realizada uma biografia do chimpanzé.
Teve uma vida de excessos, já que gostava de fumar charutos e beber cerveja, mas a adiantada idade e o estado de saúde débil obrigaram-no a adotar hábitos regrados, com dieta rígida... Viveu muitos anos, mas nunca os suficientes para os seus admiradores.
Veja uma cena de Chita, no filme de Tarzan.

Um tempo de pureza, sem drogas, violencia descabia, muito cavalheirismo e sonhos de um mundo melhor, que está cada dia pior. Chita vai fazer mais falta, e foi mais nobre do muita gente gentinha ordinária que tem por aí.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


BYE, BYE, BENÍCIO TAVARES.


Agora foi a vez do TSE  cassar por unanimidade, o mandato do distrital, recheado de acusações.


Entenda a história:

Conselho Especial do TJDFT absolveu, por unanimidade, distrital da acusação de exploração sexual de menores em barco na Amazônia. 
Depois de cinco anos, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF (TJDF) absolveu o deputado distrital Benício Tavares (PMDB) da acusação de exploração sexual de menores de de idade. O suposto crime teria ocorrido, em 17 de dezembro de 2004, a bordo do iate Amzonian, nas águas do Rio Negro, no Amazonas. Quinze dos 17 desembargadores que estavam es presentes na Corte avaliaram que, apesar das evidências de orgia, com a participação de empresários, políticos e prostitutas, algumas menores de 18 anos, Benício não cometeu a infração.

 Os segredos de alcova teriam provavelmente sido guardados não fosse o naufrágio da embarcação que levava de volta parte das 17 meninas contratadas para fazerem programas sexuais no iate Amazonian (leia Memória). Segundo depoimento prestado à Justiça por sete das moças que estiveram no iate, um dos atrativos do passeio foi o sexo pago. Todas relataram em minúcias as relações mantidas durante as 48 horas passadas na embarcação. As testemunhas confirmaram que Benício não só esteve no Amazonian entre 16 e 18 de setembro de 2004, mas fez sexo com algumas delas. Segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público, o distrital teria mantido relação com quatro garotas, com idades entre 16 e 17 anos.


A questão da idade foi o que motivou o Ministério Público a propor ação penal contra Benício Tavares. O argumento do MP é de que o distrital ignorou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o artigo 244-A do ECA é crime “submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual”.

A relatora do caso no Conselho Especial, Carmelita Brasil, no entanto, considerou que Benício não violou o ECA. O voto da relatora, obtido pelo Correio, revela algumas razões que sustentam a opinião contrária à ação penal, que foram respaldadas por 15 desembargadores na tarde de ontem. Entre elas, a interpretação do verbo submeter. “O verbo submeter, segundo os mais abalizados dicionaristas brasileiros significa: sujeitar, dominar, subjugar, reduzir à dependência, subordinar alguém a alguma ação. Ora se o tipo penal do artigo 244 do ECA é submeter, as ações praticadas pelo acusado não se inserem no núcleo do tipo. Não houve, na hipótese, qualquer ato de dominação, de sujeição. Ao revés, as jovens prostitutas ofereciam seus serviços, como de ordinário, pois, todas se dedicavam à prostituição”, argumentou a relatora.

Outra razão contrária às alegações do Ministério Público de que Benício incorreu em crime é o fato de que o distrital argumentou não saber a idade das garotas. “Não é possível afirmar com absoluta segurança que o acusado tinha conhecimento da presença de adolescentes naquele Iate, bem como, de que ao pagar para ter contato sexual com algumas das jovens que se encontrava naquele iate estava mantendo relação sexual e atos libidinosos, em situação mercantilizada, com adolescentes de 17 e 16 anos”, disse Carmelita em seu relatório.


Por se tratar de denúncia que envolve parlamentar, com foro no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a competência para atuar no caso é exclusiva do procurador-geral de Justiça do DF. A denúncia contra o deputado distrital Benício Tavares (PMDB) foi ajuizada em 2004 pelo então procurador-geral de Justiça do DF, Rogério Schietti, com a assessoria do promotor Andrelino Bento dos Santos Filho, morto em agosto de 2008. Especialista em direito penal, Andrelino foi a Manaus na ocasião das investigações para colher informações e acompanhar os depoimentos das vítimas.

 1 - Bandarra livrou Benício Tavares…

Advinhe quem pediu a absolvição de Benício? 

Ele mesmo!!! Leonardo Bandarra. relembre 

aqui:

Com o fim do mandato de Schietti, o então procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, herdou o processo. Na sessão do Conselho Especial do Tribunal de Justiça, Bandarra pediu a absolvição de Benício, sob o fundamento de que Benício não tinha como presumir a idade das meninas que estiveram no barco em que o distrital estava na Amazônia e, portanto, não poderia ser acusado de exploração sexual de adolescentes.

MEMÓRIA

Escândalo emerge com naufrágio.

O deputado Benício Tavares (PMDF), então presidente da Câmara Legislativa do DF, envolveu-se em acusações de turismo sexual na madrugada de16 de setembro de 2004. A trama ocorreu a bordo do iate Amazonian, que cumpria uma viagem pelas águas do Rio Negro até o município de Barcelos, a 450km de Manaus (AM). Além de 17 meninas, a maioria menores de 18 anos, estavam no barco 15 políticos e empresários de São Paulo e Brasília — o grupo se reunia pelo terceiro ano. O programa, de dois dias e duas noites, renderia R$ 400 a cada garota, fora gorjetas.
Após dois dias, o iate seguiu viagem rio acima. Doze meninas foram transferidas para outro barco, que regressava a Manaus. No retorno, porém, cinco delas morreram durante o naufrágio da embarcação. A tragédia chamou a atenção da polícia de Manaus, que descobriu a participação de Benício Tavares no passeio sexual. A delegada Maria das Graças da Silva ouviu as 12 meninas sobreviventes. Todas afirmaram que Benício esteve na embarcação e fez sexo com várias delas. Elas confirmaram ter recebido dinheiro para participar do passeio e fazer sexo.


Nos depoimentos, as garotas disseram que havia várias festas no iate, com shows de striptease e consumo de drogas. A delegada do caso ainda coletou elementos suficientes para provar a participação de Benício Tavares no turismo sexual. Mostrou, em 27 de setembro, fotografias do deputado a três meninas que participaram da orgia. Elas identificaram imediatamente o parlamentar, que é paraplégico.
Com o indiciamento de Benício Tavares e a abertura de processo na Justiça, porém, as meninas mudaram parte dos depoimentos. Disseram que estiveram no iate e mantiveram relações sexuais por vontade própria.
De duas adolescentes, uma confirmou ter feito sexo com Benício por dinheiro. A outra menina afirmou, em depoimento à Justiça, que foi convidada pelo deputado para um programa, mas não teve coragem.

Fonte: CorreioWeb – 17 de Março de 2010.
Publicado em 26/07/2011 por Donny Silva
E FINALMENTE:
Hoje, 18/11/11:

O TSE confirmou a cassação do mandato do deputado distrital Benício Tavares (PMDB) e o suplente Robério Negreiros (PMDB) não perdeu tempo.
Seu advogado pedirá nesta sexta (18) que seu cliente seja empossado na Câmara Legislativa do DF. Robério torceu o tempo todo contra o colega Benício, mas precisa que o TSE mantenha os votos que foram dados ao companheiro do PMDB, para assumir o mandato.
Caso os votos dados a Benício Tavares sejam confirmados nulos (uma vez que foram adquiridos de forma fraudulenta), Robério não assume, e o PSDB ganha a vaga e o advogado Raimundo Ribeiro assume o mandato de distrital.
Como o PMDB faz parte da base aliada do governo de Agnelo Queiroz, corre nos bastidores da CLDF a informação de que o presidente Patrício (PT) fará de tudo para que Robério Negreiros assuma o mandato. Afinal, o PT não quer ver o oposicionista Raimundo Ribeiro no legislativo do DF principalmente num momento desses, em que o governador Agnelo Queiroz  é alvo de ataques constantes, tanto de amigos quanto de inimigos…
Fonte: Publicado em 18/11/2011 por Donny Silva
Reações: 



sábado, 12 de novembro de 2011

Marcelo Bauer, filho do coronel PM que planejou a sua fuga, após o crime, será julgado à revelia 24 anos depois da morte da ex-namorada.


Está marcado para amanhã, 10, o julgamento de Marcelo Bauer, o homem acusado de assassinar a ex-namorada há 24 anos. A estudante Thaís Muniz Mendonça morreu com 19 facadas e um tiro na cabeça, em 10 de julho de 1987, após deixar a Universidade de Brasília (UnB). Desde então, o suspeito sumiu da capital e do país. Policiais civis do Distrito Federal o encontraram na Dinamarca em 2001. Ele ficou preso por oito meses na época, para logo em seguida desaparecer novamente. Promotores de Justiça acreditam que ele esteja na Alemanha, onde ganhou a nacionalidade europeia por ser neto de um germânico. Ele também mudou de nome e passou a se chamar Marcelo Nielsen. Caso esteja vivo, completou 45 anos.
Apesar de tanto tempo, o crime atribuído a Marcelo Bauer não prescreveu após os 20 anos previstos em lei. Graças à atuação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e de uma decisão do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). Em maio de 2009, dois meses antes do prazo para o acusado ser julgado, desembargadores da 2ª Vara Criminal decidiram que ele deveria ir a júri popular, mesmo se não fosse notificado pessoalmente nem aparecesse na audiência. “Com essa decisão, foi interrompida a prescrição”, explica o juiz federal aposentado Pedro Paulo Castelo Branco, professor de direito penal da UnB. Agora, o crime prescreve somente em 2029, 20 anos após a decisão do TJDFT.
O julgamento ocorrerá à revelia, mesmo sem a presença do réu. Um defensor público o representará no processo. O serviço atende geralmente famílias de baixa renda, sem condições para pagar um advogado, o que não é o caso de Bauer. Ele estudava na UnB e morava com a família, de classe média. Encontrar o acusado de sequestrar e matar a jovem se tornou tarefa complicada, segundo investigadores da Polícia Civil, por causa do pai dele. À época do crime, o coronel Rudi Ernesto Bauer trabalhava no Serviço de Inteligência da Polícia Militar do DF. Segundo investigadores, ele planejou a fuga do filho com a ajuda de colegas de corporação e do Exército.


Fuga
O caso virou prioridade para o Departamento de Atividades Especiais (Depate) da Polícia Civil do DF em 2000. Na época, 13 anos depois do homicídio, dois agentes seguiram para Aarhus, na Dinamarca, onde Marcelo vivia com uma dinamarquesa e cursava comércio exterior em uma faculdade local. Como o foragido estava fora da jurisdição brasileira, a polícia recorreu à Interpol, que prendeu Bauer. Imediatamente, o Ministério da Justiça do Brasil pediu a extradição do acusado. O governo dinamarquês aceitou, mas a defesa de Bauer recorreu em março de 2001. Três juízes federais da Dinamarca suspenderam a extradição e libertaram o brasileiro, após oito meses de prisão.

De acordo com o promotor Maurício Miranda, do Tribunal do Júri, a última notícia de Marcelo indica que ele está na Alemanha. O acusado, que tem ascendência alemã, conseguiu nacionalidade no país. Isso dificultou a sua vinda para o Brasil, mesmo mediante ordem judicial. O MPDFT articulou, sem sucesso, com o Palácio do Itamaraty e a embaixada alemã para levar o processo ao país estrangeiro. Mas os desembargadores do TJDFT levaram em conta os laudos de exame cadavérico e de reconhecimento, além do depoimento de testemunhas, para decidir submeter Bauer à júri popular. Para o relator do caso, Arnoldo Camanho, a fuga à Europa logo após ser declarado réu serve como indício para a autoria do assassinato.

Camanho destacou também cartas escritas pela vítima, nas quais relata ameaças de morte feitas pelo então namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. “Tudo indica que (Bauer) fugiu com documentos falsos, mesmo sabendo do processo e da expedição do mandado de prisão em seu desfavor”, comentou o desembargador, em parecer. Segundo a denúncia do MPDFT, “Bauer, por contrariedade, desejos, ânsia de posse da pessoa amada, ciúme e sentimentos de vingança, havia cometido várias ameaças e tentativas de sequestro e de morte contra a vítima”.

Crueldade
Os promotores concluíram que ele a sequestrou no câmpus da UnB “e após asfixiá-la com substância tóxica e deixá-la desmaiada, puxou-a para o seu carro, um Passat amarelo, ano 1978, e de maneira cruel desferiu contra ela 19 facadas na região mamária e carotidianas. Não contente, conduziu-a a local ermo, nas proximidades da 415 Norte, em direção ao Lago Norte, para ocultar o cadáver, arrastando-a para o mato, onde, à queima-roupa, a matou”. O corpo foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros, quando uma equipe apagava um incêndio em meio ao cerrado. Assim como o acusado, o carro no qual teria sido praticado o crime desapareceu.

O crime prescreveria em 11 de outubro de 2009, mas, com a lei que reformulou o Código de Processo Penal, ele pode ser julgado, mesmo foragido. Mas, em caso de condenação, só será preso se voltar ao Brasil. O réu pode pegar até 30 anos de cadeia. Parentes de Bauer e de Thaís não foram encontrados pela reportagem. Aliás, nesses 24 anos, nenhum familiar do acusado deu entrevista. O promotor de Justiça Marcelo Leite, escalado para o júri, não estava disponível para entrevista por estar fora do DF, segundo a assessoria de comunicação do MPDFT.

Cooperação
A Organização Internacional de Polícia Criminal, mundialmente conhecida pela sigla Interpol (International Criminal Police Organization), é uma organização internacional que ajuda na cooperação de polícias de diferentes países. Foi criada em Viena, na Áustria, em 1923. Hoje, a sede fica em Lyon, na França, tendo adotado o nome atual em 1956. Conta com a participação de 188 países. A Interpol não se envolve na investigação de crimes que não envolvam vários países membros ou crimes políticos, religiosos e raciais.

Entenda o caso

O crime
Thaís Muniz Mendonça, 19 anos, foi vista com vida pela última vez por volta do meio-dia de 10 de julho de 1987, quando deixava a UnB, onde cursava letras. Bombeiros encontraram o corpo dela dois dias depois, em um matagal próximo à 415 Norte, com marcas de 19 facadas no pescoço e um tiro na cabeça.

A fuga
A polícia apontou Marcelo Bauer, namorado de Thaís na época, como o autor do crime. Segundo o inquérito, o crime ocorreu no carro dele. O Tribunal do Júri de Brasília acatou a denúncia do MPDFT e o pronunciou como réu em 11 de outubro de 1989. Mas Bauer fugiu antes de o julgamento ser marcado.

A prisão
A Polícia Civil do Distrito Federal encontrou Bauer 13 anos após a fuga. O acusado estava em Aarhus, na Dinamarca, onde morava havia oito anos. Como o foragido estava fora de jurisdição, a polícia recorreu à Interpol, que prendeu Bauer.

A liberdade
Dias depois, o Ministério da Justiça pediu a extradição do acusado. O governo dinamarquês aceitou. A defesa de Bauer recorreu à Corte de Justiça de Aarhus em março de 2001. Três juízes federais da Dinamarca suspenderam a extradição e libertaram o brasileiro, após oito meses de prisão.

Nova fuga
O governo brasileiro apelou à Suprema Corte da Dinamarca, que autorizou a extradição. Nesse meio tempo, Marcelo Bauer deu entrada no pedido de cidadania alemã. Quando a Justiça dinamarquesa acatou a extradição do brasileiro, a Interpol descobriu que o acusado não estava mais na Dinamarca.

Troca de nome
A Interpol localizou Bauer na Alemanha. Em 2002, o governo alemão negou a extradição pedida pelo Brasil. Em seguida, o acusado conseguiu a cidadania e mudou o sobrenome. Passou a se chamar Marcelo Nielsen. O avô paterno dele é alemão.

Risco de prescrição
Em 4 de dezembro de 2007, o MPDFT entrou com pedido de julgamento à revelia do acusado. O promotor Andrelino Santos Filho temia a prescrição do crime, em 11 de outubro de 2009. Mas, na época, a legislação não permitia julgamentos com o réu ausente.

Júri popular
Em 28 de maio de 2009, decisão unânime da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) confirmou o julgamento de Marcelo Bauer pelo júri popular, com base na Lei Federal nº 11.689/08. Foragido no exterior, o acusado seria julgado à revelia em data ainda não definida.

Julgamento marcado
O Tribunal do Júri de Brasília marcou para amanhã o julgamento de Marcelo Bauer. A intimação dele foi feita por meio de edital, pois é considerado um foragido da Justiça brasileira. Com isso, será julgado à revelia, com defesa feita por integrante do Núcleo de Práticas Jurídicas do UniCeub.

O QUE DIZ A LEI.
A Lei Federal nº 11.698/08, aprovada em agosto de 2008, permite o julgamento de réus foragidos ou não encontrados pela Justiça brasileira. Na prática, o julgamento acontece normalmente, com a presença de juiz, promotor e defensor público, mas sem o acusado. Um dos objetivos da norma que reformula o Código de Processo Penal é evitar a prescrição de crimes antigos, em que o réu passa a ser inimputável após 20 anos da denúncia.


De acordo com a lei, no entanto, o acusado deve saber do andamento do processo antes que o julgamento ocorra sem a presença dele. No caso de Marcelo Bauer, o TJDFT entende que ele está ciente do andamento das ações, visto que compareceu às primeiras intimações, ainda na década de 1980, antes de fugir para a Europa. Além de garantir o julgamento de réus ausentes, a norma simplifica e torna mais ágil o trabalho do Tribunal do Júri. Também elimina formalidades nas audiências, como a leitura dos processos na íntegra, por exemplo. Desde a entrada em vigor da nova legislação, o TJDFT realiza mutirões mensais para julgar todos os casos próximos da prescrição até o fim do ano.